Aérea, em poste
Transformador instalado no próprio poste. Solução para cargas menores e terrenos onde há espaço e recuo suficientes.
Entrada de energia em média tensão, aumento de carga e adequação ao padrão da concessionária, com memorial, diagramas, ART e acompanhamento até a energização.
A concessionária entrega energia em baixa tensão até certo ponto. Pela regulamentação da ANEEL, unidade consumidora com carga instalada de até 75 kW é atendida em baixa tensão. Quando a carga passa disso, o atendimento vira média tensão, e a responsabilidade de transformar essa energia para o nível que os equipamentos usam passa a ser sua. É isso que a cabine primária ou a subestação faz.
Na prática, os casos que chegam aqui são quase sempre um destes: galpão ou indústria começando a operar, comércio que instalou câmara frigorífica ou muitos equipamentos de climatização, prédio novo, posto de combustível, ou empresa que cresceu e vive desarmando a proteção geral.
Existe um detalhe que economiza obra: carga instalada e demanda não são a mesma coisa. Carga instalada é a soma da potência de tudo. Demanda é o que realmente funciona ao mesmo tempo. Fábrica com muitos motores raramente liga todos juntos, e um cálculo de demanda bem-feito já resolveu caso de cliente que tinha orçamento de subestação na mão e não precisava dela.
Baixa tensão é NBR 5410. Média tensão, de 1 kV a 36,2 kV, é NBR 14039, e ela trata do que não existe em baixa: distâncias de segurança, proteção contra arco, aterramento de subestação e compartimentação. Somado a isso, cada concessionária tem a própria norma de padrão de entrada, e é ela que manda no desenho da cabine.
A escolha depende da carga, do espaço disponível e do que a concessionária aceita no local.
Transformador instalado no próprio poste. Solução para cargas menores e terrenos onde há espaço e recuo suficientes.
Cabine construída em obra civil, com compartimentos separados para medição, proteção e transformação. A mais comum em comércio e indústria.
Conjunto de manobra em invólucro metálico. Ocupa menos espaço e facilita manutenção, com custo de equipamento maior.
Equipamentos em pátio cercado, para cargas maiores. Exige área, cerca normatizada e cuidado redobrado com distâncias de segurança.
Orçamento que menciona transformador e cabo, e para aí, está incompleto.
Cinco etapas, e o prazo total é quase todo definido por terceiros. Saber onde está o gargalo ajuda a planejar a obra.
Relação de equipamentos, regime de uso e planos de crescimento. Daqui sai o cálculo de demanda, que define se o caso é mesmo média tensão.
Diagramas, dimensionamento, malha de aterramento, planta da cabine e memorial de cálculo, no padrão da concessionária que atende o local.
Entrega do projeto à distribuidora, com resposta às exigências. Revisão é rotina do processo, não sinal de erro no cálculo.
Obra civil e montagem seguindo o projeto, com esclarecimento técnico para o executor sempre que aparecer dúvida em campo.
Inspeção da concessionária, correção do que for apontado e energização, com documentação final organizada para o prontuário.
Depois da energização começa a parte que a maioria negligencia, e que aparece em forma de parada não programada. Subestação tem manutenção, e ela é mais barata que uma linha de produção parada esperando transformador.
O que precisa de acompanhamento:
Também faço laudo e adequação de subestação que já existe, inclusive de instalação reprovada em vistoria. Nesses casos o trabalho começa pela inspeção, e o que se aproveita costuma ser mais do que o cliente esperava.
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Tirar dúvidasA régua prática é a carga instalada. Pela regulamentação da ANEEL, unidade consumidora com carga instalada até 75 kW é atendida em baixa tensão. Acima disso, a concessionária atende em média tensão, e aí entra cabine primária ou subestação. Quem está perto desse limite precisa de um cálculo de demanda antes de decidir, porque carga instalada e demanda contratada são coisas distintas e a conta muda o projeto inteiro.
O projeto em si é a parte rápida. O que define o calendário é a análise da concessionária, a obra civil e a fila de vistoria, e cada um desses tem prazo próprio. Dou uma estimativa depois de ver a carga e a região, e ela vem separada por etapa, para você saber onde está o gargalo em cada momento.
Às vezes sim. Antes de partir para obra, vale verificar o que a instalação existente realmente aguenta, corrigir fator de potência e redistribuir carga entre as fases. Já resolvi caso de cliente que ia construir subestação e não precisou. Quando o aumento é grande de verdade, aí não tem alternativa, e o cálculo mostra isso com clareza.
Transformador é um item de vários. Entra o cálculo de demanda, a proteção de média tensão, seccionamento, medição no padrão da concessionária, malha de aterramento, obra civil da cabine, ventilação, contenção de óleo quando aplicável, sinalização e distâncias de segurança. Orçamento que fala só de transformador e cabo está incompleto.
Acompanho, e essa é a parte em que mais ajudo. Exigência de vistoria é comum, e resolver cada uma leva menos tempo quando quem calculou está presente para responder. Também faço laudo e adequação de subestação existente que foi reprovada.
Muita obra precisa de mais de um documento ao mesmo tempo. Quando é o caso, tudo sai com o mesmo responsável técnico.
Me manda a relação de equipamentos e a carga que você pretende instalar. Faço o cálculo de demanda e digo se o caso pede subestação ou se a instalação atual ainda resolve.