
SPDA em armazém e silo, laudo com ART, subestação e projeto no padrão Cemig, para o polo cafeeiro e logístico do Sul de Minas.
Varginha é um dos maiores centros de armazenagem e comercialização de café do país, e isso define quase tudo que chega de lá em matéria de engenharia elétrica.
Armazém geral é uma estrutura com características muito específicas do ponto de vista elétrico: grande área de cobertura metálica, altura considerável, posição isolada em terreno aberto e, dentro, um conteúdo de alto valor que não pode pegar fogo nem se molhar. É quase a definição de estrutura que o gerenciamento de risco da NBR 5419 aponta como prioritária.
Junto disso vem a parte que o captor não resolve: balança, controlador de secador, sistema de pesagem, inversor e CLP, que queimam por surto entrando pelos cabos. Essa é a parte 4 da norma, e é a que mais encontro faltando em vistoria.
Parece detalhe burocrático e não é. O padrão de entrada de energia é norma da própria concessionária, não da ABNT. A NBR 5410 diz como a instalação interna tem que ser; a Cemig diz como o ponto de entrega dela tem que ser, e os dois documentos precisam conversar.
Na maior parte de Minas, incluindo o Sul de Minas inteiro, quem distribui é a Cemig. O estado ainda tem a Energisa no leste e, caso raro no Brasil, uma distribuidora municipal em Poços de Caldas, a DME.
Todos saem com ART registrada no CREA, no nome de um engenheiro que você confere no site do conselho.
Grande área de cobertura, altura, posição isolada e café armazenado dentro. Quase a definição de estrutura prioritária no cálculo da NBR 5419.
Ver SPDAMedição de aterramento, teste dos DR, ensaio de isolamento e pontos de aquecimento, com registro fotográfico. Seguradora recusa laudo sem medição.
Ver laudo técnicoCarga de secador, ventilação e movimentação puxando junto. Cálculo de demanda no padrão Cemig antes de qualquer obra.
Ver subestaçãoEm estrutura de armazenagem, a inspeção tem alvos bem definidos, e quase nenhum deles se enxerga olhando:
O laudo separa o que é risco imediato do que é não conformidade a corrigir com calma, e isso muda a ordem do investimento.
Se a seguradora pediu laudo do armazém, manda a exigência por escrito. Ela diz quais medições precisam constar.
Tirar dúvidasO cálculo da parte 2 da NBR 5419 é que decide, mas armazém reúne quase todos os fatores que elevam o risco: estrutura isolada em terreno aberto, cobertura metálica de grande área, altura considerável e conteúdo de alto valor que não pode pegar fogo nem molhar. Some a isso o seguro, que costuma exigir o laudo independentemente do cálculo.
Isso é comum e tem explicação. O SPDA protege a estrutura de dano físico e de incêndio. Ele não protege, sozinho, a eletrônica de dentro: balança, controlador de secador, inversor, CLP e sistema de pesagem queimam por surto que entra pelos cabos. Quem cuida disso é a equipotencialização e o DPS, que são a parte 4 da norma. Captor no telhado sem DPS no quadro é instalação pela metade.
Vistoria presencial com instrumento: medição de resistência de aterramento, teste dos dispositivos DR, ensaio de isolamento, conferência de cada proteção contra a seção do cabo e identificação de pontos de aquecimento. Mais registro fotográfico e conclusão objetiva, com ART registrada. Seguradora costuma recusar documento sem medição.
Projeto e ART saem à distância sem perder nada. Mas laudo e SPDA de estrutura existente exigem vistoria no local, sempre, porque é onde se mede o aterramento e se confere a continuidade das descidas. Nesses casos o deslocamento aparece separado no orçamento, antes de você aceitar.
As outras cidades de Minas com página própria, mais a página do estado. De polo de armazenagem a vilarejo de serra.
Armazém, silo, indústria ou comércio. Me conta o caso e, se houver exigência de seguradora, manda ela por escrito. A ART vai na entrega.