EC Edilson Catete Engenheiro Eletricista
Engenheiro habilitado · CREA 28.523-D · 43 anos de projeto

Projeto elétrico conforme a NBR 5410

Diagrama unifilar, memorial de cálculo, quadro de cargas e ART registrada. Documentação completa para aprovar na concessionária e executar em obra sem retrabalho.

Para começar

O que é um projeto elétrico, e o que acontece sem ele

Projeto elétrico é o conjunto de documentos que define, antes de a obra começar, por onde a energia passa, quanto cada ponto consome e como a instalação protege quem vai usar o imóvel. Não é a marcação de tomadas que se faz na parede com lápis no dia da instalação. É cálculo, e cada número dele precisa fechar.

A norma que rege isso em baixa tensão é a ABNT NBR 5410. Ela vale para casa, apartamento, loja, prédio e boa parte das instalações industriais, e é ela que diz qual seção de cabo suporta determinada corrente, qual dispositivo protege cada circuito e quais ensaios a instalação tem que passar antes de ser energizada.

Quando o projeto não existe, três coisas acontecem com frequência. A concessionária recusa o pedido de ligação por falta de cálculo de demanda. O corpo de bombeiros trava o alvará. E o mais caro dos três: o dimensionamento passa a ser feito por hábito em vez de por conta, o que só aparece depois, na forma de disjuntor desarmando sem motivo aparente, cabo aquecendo dentro do conduíte e equipamento caro queimando na primeira oscilação.

A norma não termina no desenho

A NBR 5410 exige verificação final antes de a instalação entrar em serviço: inspeção visual e ensaios de continuidade dos condutores de proteção, resistência de isolamento, teste dos dispositivos diferenciais residuais e medição do aterramento. Projeto que não prevê essa etapa entrega metade do serviço.

Entregáveis

O que vem dentro do projeto

Sete documentos. Cada um resolve um problema diferente, e é a falta de um deles que costuma travar a obra.

DocumentoPara que serve na prática
Diagrama unifilarMostra todos os circuitos, proteções e seções de cabo num único desenho. É o documento que o eletricista lê na obra e o primeiro que a concessionária confere.
Memorial de cálculoJustifica cada número: carga instalada, demanda, queda de tensão, corrente de curto-circuito e o critério usado para dimensionar cada condutor.
Memorial descritivoDescreve materiais, padrões de instalação e critérios adotados, para que a compra de material e a execução não dependam de interpretação de ninguém.
Plantas de pontosPosição de tomadas, pontos de luz, interruptores, quadros e caminho dos conduítes, desenhados sobre a planta da arquitetura.
Quadro de cargasDistribui os circuitos entre as fases, equilibra o consumo e define o disjuntor e o DR de cada circuito.
Entrada de energiaPadrão de medição, ramal, proteção geral e aterramento conforme a norma da concessionária que atende o local.
ARTAnotação de Responsabilidade Técnica registrada no CREA. É o que dá valor legal ao projeto e vincula um engenheiro identificado ao que foi calculado.
Cada obra pede uma conta diferente

Residencial, comercial e industrial

O mesmo nome, três problemas de engenharia distintos.

Residencial

Casa, apartamento ou reforma. O foco está em separar circuitos por função, proteger com DR as áreas molhadas, dimensionar chuveiro e ar-condicionado com folga real e prever carga para o que ainda não foi instalado, como um carregador de carro elétrico na garagem.

Comercial e predial

Loja, restaurante, clínica, escritório, condomínio. Entra o cálculo de demanda que a concessionária vai exigir, iluminação de emergência, sinalização de rota de fuga e a compatibilidade com o que o corpo de bombeiros pede no alvará.

Industrial

Galpão, linha de produção, oficina. Partida de motores, dimensionamento por regime de carga, correção de fator de potência e seletividade das proteções. Quando a demanda passa do limite de baixa tensão, o caminho é subestação própria.

Ver projeto de subestação
Do primeiro contato à aprovação

Como o projeto anda

Quatro etapas. Em nenhuma delas você fala com intermediário.

01

Levantamento

Planta da arquitetura, relação de equipamentos e uma conversa sobre o que vai ser usado em cada ambiente. É aqui que a carga real aparece, e ela quase nunca é a que o cliente imaginava.

02

Cálculo

Demanda, divisão de circuitos, seção dos condutores, proteções, queda de tensão e corrente de curto-circuito. O memorial nasce dessa etapa, não depois dela.

03

Emissão e ART

Desenhos, memoriais e quadro de cargas fechados, com a ART registrada no CREA. Você recebe tudo em arquivo e em prancha, pronto para imprimir.

04

Protocolo

Entrega para a concessionária e para o órgão licenciador, com resposta às exigências até a aprovação sair. Exigência de concessionária é rotina, não sinal de erro.

Quando uma norma não basta

Quando o projeto precisa de mais que a NBR 5410

A NBR 5410 cobre baixa tensão. Boa parte das obras cabe inteira nela, mas algumas puxam outras normas ao mesmo tempo, e o cliente costuma descobrir isso tarde, quando o bombeiro ou a concessionária devolve o processo.

Os casos mais comuns são estes:

  • A edificação precisa de proteção contra descargas atmosféricas, o que entra na NBR 5419 e virou projeto e laudo de SPDA.
  • A demanda passou do que a concessionária entrega em baixa tensão, e aí a entrada tem que ser em média tensão, com cabine primária ou subestação dimensionada pela NBR 14039.
  • Existe geração própria no local, o que exige parecer de acesso e projeto fotovoltaico compatível com a instalação existente.
  • A instalação vai receber carregador de veículo elétrico, que é uma carga contínua e alta, e raramente cabe no quadro como ele está.
  • A empresa precisa comprovar conformidade para seguro, auditoria ou NR-10, e o que resolve isso é laudo técnico com ART, não o projeto.

Quando mais de um documento é necessário, faz diferença sair tudo com o mesmo responsável técnico. Os cálculos conversam entre si, e ninguém fica esperando que dois profissionais concordem sobre o mesmo aterramento.

Dúvidas frequentes

Projeto elétrico: o que costumam me perguntar

Não encontrou o que procurava? Fale diretamente comigo pelo WhatsApp. Quem responde é o engenheiro, não um atendente.

O valor depende da área, da quantidade de circuitos e da carga instalada, porque é isso que define o volume de cálculo e de desenho. Uma casa de 120 m² e um galpão com partida de motores não dão o mesmo trabalho. Me manda a metragem e a relação de equipamentos pelo WhatsApp e eu devolvo um orçamento fechado, sem taxa por hora.

Projetos residenciais simples costumam sair em poucos dias. Comerciais e industriais levam mais, porque envolvem cálculo de demanda, seletividade de proteções e às vezes negociação com a concessionária. Depois de ver a planta eu consigo dar uma data, e é essa data que vale.

Se a reforma mexe na carga, sim. Trocar chuveiro, instalar ar-condicionado, ampliar a cozinha ou incluir um carregador de veículo elétrico muda a corrente que passa pelos cabos existentes. Muita instalação queimada não queimou por defeito, queimou porque alguém somou carga sem recalcular o que já estava lá.

Vem. A ART é registrada no CREA e entregue junto com os desenhos e memoriais. Sem ela o projeto é um desenho bonito sem valor legal: não serve para a concessionária, não serve para o bombeiro e não protege ninguém se der problema.

Acompanho quando o cliente quer. O projeto já sai detalhado o suficiente para o eletricista executar, mas visita técnica e verificação final da instalação podem entrar no escopo. Em obra fora do Sul Fluminense isso é combinado caso a caso.

Outros serviços

O que mais eu faço

Muita obra precisa de mais de um documento ao mesmo tempo. Quando é o caso, tudo sai com o mesmo responsável técnico.

Vamos começar

Vai construir, reformar ou ampliar a carga?

Me manda a planta e a relação de equipamentos pelo WhatsApp. Eu digo o que o projeto precisa ter, o prazo e o valor, com a ART registrada inclusa na entrega.